Se vencer, não largue: a saudade que CR7 e Real Madrid devem sentir um pelo outro

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

O casamento mais próspero da década no futebol certamente foi entre Cristiano Ronaldo e Real Madrid. Com quatro conquistas de Champions League, sendo três delas de maneira consecutiva, o gajo e os merengues não só formaram um dos times mais fortes da Europa, como elevaram ainda mais seus respectivos níveis enquanto defendiam as mesmas cores.

Pelo Real, Cristiano Ronaldo se tornou um dos maiores jogadores da história do futebol. Além das quatro Champions conquistadas (ainda ganhou mais uma com o Manchester United), CR7 ainda marcou 450 gols, foi eleito quatro vezes melhor jogador do mundo e levantou inúmeros troféus nacionais, além, claro, de quebrar recordes o tempo todo, alcançando o posto de maior artilheiro da competição europeia, que, como ele mesmo defendeu, deveria se chamar CR7 Champions League.

No entanto, após a quarta conquista com o Real Madrid, o casamento se encerrou. Sentindo-se desvalorizado pelo clube espanhol e com uma boa proposta da Juventus na mesa, Cristiano se despediu do maior clube do mundo e rumou a Turim como estrela principal de uma equipe que havia amargado dois vice-campeonatos da mesma competição nos três últimos anos.

CR7, o cara da Europa, era a esperança de uma equipe que dominava o cenário nacional, mas não conseguia levantar a Orelhuda, como é conhecido o troféu da Liga dos Campeões.

Mas as coisas aparentemente não deram certo. Embora a Velha Senhora siga dominando o Campeonato Italiano, e o Real Madrid seja o atual campeão espanhol, tanto Cristiano quanto o clube merengue se tornaram apenas coadjuvantes no campeonato que mais se acostumaram a conquistar.

Desde que chegou à Itália, o máximo que o português conseguiu foi alcançar as quartas de final, caindo duas vezes nas oitavas para Lyon e Porto, além da eliminação para o Ajax, todas jogando dentro de sua casa.

Eliminações para equipes modestas que não colocavam medo numa besta que passava por cima de qualquer clube quando o assunto era dominar a Europa.

Coincidentemente, a história do Madrid pós-CR7 é bastante parecida. O clube também foi eliminado duas vezes nas oitavas de final (em 2019 pelo Ajax após sofrer uma goleada histórica no Bernabéu, e em 2020 caiu para o Manchester City) e está longe de ser favorito nesta edição.

Aliás, desde que saiu do Real Madrid, Cristiano Ronaldo marcou 14 gols nas três edições que disputou com a Juventus, um a menos do que fez apenas na última edição (2018) com os espanhóis, quando foi tricampeão consecutivo.

De oito finais consecutivas a sucessivos dissabores, Cristiano e Madrid devem sentir saudade um do outro. Nada que um “oi, sumido” não poderia resolver.

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