Mais uma rebeldia (a favor) da “Voz do Brasil”

Créditos da imagem: Reprodução / Globo

Tinha que ser ele. Galvão Bueno colocou a mágoa dos ex-colonizados em campo. Chamou o VAR de blefe. Insinuou que o sistema comandado pelo italiano Colina “ajudou” a França e, deliberadamente, não foi usado a favor do Brasil. Até o pessoal da Globo deve ter se segurado pra não dizer “VAR catar coquinho!”. Contenham a ira. Não tem nada de premeditado. Um pouco de observação (ver a coluna do boss Gustavo Fernandes) basta pra ver várias outras infrações (todas com os braços no rival) ficaram de fora. Seja envolvendo europeu, asiático, aborígene ou o que for.

Existe uma fantasia, muito bem recebida pelo público, de que os odiosos europeus querem prejudicar os sul-americanos a qualquer custo, pela hegemonia em Copas. Foi por isso que os peruanos teriam seu camisa 9 sacado pelo CAS, também a serviço do plano maléfico. Nessas horas, uma amnésia conveniente impede de lembrar que este mesmo tribunal (que não é da Fifa) absolveu César Cielo e colegas continentais. Nada disso. Tem que prevalecer o ressentimento, o coitadismo. Aliás, ressentimento do quê? Das grandes navegações? Vão criar a ONG “Vítimas de Tordesilhas”? Bom mesmo teria sido o Brasil seguir com os índios. “Danilo, seu racista!!!!”. Racista, não. Realista. Sem os europeus, provavelmente a “mãe natureza” estaria tão ou mais dizimada pelas queimadas dos “guardiões naturais do meio ambiente”. E sim, índios continuariam morrendo aos montes. Isso mesmo. Aos montes.

Não é preciso ser expert em História pra saber que, muito antes que o “homem branco” avistasse o Monte Pascoal, os indígenas guerreavam entre si, com requintes de canibalismo. Podem dar a justificativa que quiserem. Incluindo a tal “homenagem à bravura do inimigo”. Era canibalismo. Alguém ouviu falar de Julio César devorando o cadáver de Vercingetorix, após este jogar suas armas a seus pés (nada como um gibi pra moldar minha cultura)? Não, porque não aconteceu. O europeu livrou a América do Sul desta prática desumana. Outra: Renato Russo pode até ter acreditado que os índios se seduziram por “linho nobre e pura seda”. O que eles queriam mesmo era o apoio – e as armas – do branco contra as tribos rivais. Por isso uns ficavam do lado luso e outros do francês. Não era porque uns achavam lindo cantar a versão século XV de “Dominique, nique, nique”.

O problema é que o coitadismo virou mesmo motivação barata. Tite não deve ter consultado só os talentos dos convocados. Foi atrás da biografia. Só entrou quem tinha alguma história comovente pro Jornal Nacional. Sem drama familiar? Nem uma avó que vendia pamonhas pra surdos? Fica pra próxima, amigo. Galvão Bueno sacou as coisas e entrou no jogo. Todas as suas pérolas são a favor de quem representa. Ao insinuar uma panelinha europeia num erro de arbitragem, colocou mais uma semente pra incentivar os atletas. É o Mundo contra o Brasil. Ou melhor: o Velho Mundo contra o Brasil. Mesmo que isso signifique transformar em mau-caráter ou blefador um ex-árbitro que, quando apitou a final de 2002 (vencida pelo Brasil contra um europeu), era o maior exemplo de honestidade e competência. Mais uma memória por conveniência.

“Ah, então você quer endeusar os europeus!”. Não. Fizeram e fazem muita bobagem. Mas querem mesmo competir com eles nesse quesito? Vamos ganhar de quanto? 21 a 3? O mais engraçado é que, há uns oito anos, eles acreditavam que situação econômica boa mesmo era a do Brasil. Quando um brasileiro dizia que não era bem assim, era “blefe”. Aqueles eram os “espertos” que, hoje, usam a malandragem caucasiana contra os ingênuos que mantiveram em cativeiro por séculos. Pobre Costa Rica. Tão americana e colonizada quanto o Brasil, sofrerá a fúria de um povo oprimiiiiido. Vingança, já! Com as bençãos do Frei Galvão…

4 comentários em: “Mais uma rebeldia (a favor) da “Voz do Brasil”

  1. O grande problema do VAR e a falta de critério pois no volei por exemplo o treinador pode pedir o desafio enfim a falta de criterio pode fuder a execelente ideia do VAR

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