O festival de bobagens em torno do Prêmio da FIFA

Créditos da imagem: Blogs – Correio Braziliense

O fino do brega na FIFA

Sempre fiz parte dos que dão de ombros ao Prêmio da Fifa. Seja qual for o nome. Mas reconheço o casamento perfeito entre The Best e Gianni Infantino. A premiação já tinha a cara dos programas de auditório da vovó, na RAI Internacional. Faltava o apresentador adequado. Alguém que acreditasse na peruca – ou na ausência dela. O Infantino Show ainda pode se aprimorar. O maior problema é a falta de suspense. Nesse ano até houve a dúvida – Modric e Cristiano. Mas foi exceção. No mundo da TV, tem que ser a regra. Tenho a solução, e não é Polishop. Um recurso criado – ou copiado e aperfeiçoado – no Brasil. Troféu Imprensa neles!

Nem todo mundo sacou? É um problema dos tiozões. Achamos que todos cresceram rindo das mesmas coisas. Ontem estava vendo o Ding Dong, no Faustão, e não conhecia nada. Fosse o “Qual é a Música?”, com o dublador Pablo (“Pablum”), não erraria uma. Isso porque nem curtia Vanderlei Cardoso e Gilliard – do Torce e Retorce, mas isso é outra tiozice. Então vou desenhar aos desavisados. O Troféu ainda é o Oscar televisivo do SBT. Mas o auge foi nos anos 1990. Graças a sumidades como Leão Lobo e Sônia Abraão. Começavam elogiando um indicado. Aí vinha o esperado “mas…” e outro levava. Num júri criminal, algo como “Meritíssimo, eu acho o réu uma gracinha, mas… é um assassino!”. Mais tarde, perdendo o toque de Midas, Sílvio criou o troféu do internauta. Ridículo. Lugar de internauta não é decidindo. É falando besteira sobre a decisão.

Fosse eu o responsável pelo The Best, os jurados seriam os clássicos. Reconheço que seria um choque inicial. Sugestão alternativa: celebridades do futebol. Quem? Os de sempre: Cafu, Gullit e a cambada arroz de festa na FIFA. Cafu seria o jurado gente boa. Maradona é o azedo, estilo Edson Santana do Chacrinha – ou o Zoca do Bozo*. Como representante jornalista e feminina, alguma versão abraânica na Itália. Se não tiver, vai a original mesmo. “Ah, mas não entende de futebol”. E daí? Se o capitão da Cãodávia do Norte pode votar, por que não ela? Chega de preconceitos. E teria o voto de Minerva: “Olha, o Messi pode ser craque, mas… a vida dele é sem graça demais. Também não gosto da Marquezine, muito metida. Então meu voto vai pro Di María, que é humilde e ainda parece a Chef Paola”. Quer mais emoção que isso?

Meu primo Belmiro está em casa e dá seus pitacos sem nexo. Quer referências ao Chaves. “Convida o Senhor Barriga pra apresentar um dos prêmios!”. Gerações inteiras não tinham TV a cabo na infância. Era Globo, SBT, Esporte na Band e Pantanal. Deu nisso. Mas a ideia não é horrível assim. Seria a deixa pra um “spin off”: The Best Latino, pra jogadores que atuam nas Américas. Sofia Vergara como jurada. E com sotaque, por favor. Quem liga pra futebol nessas horas? Agora é Gustavo Fernandes que sugere cortar a parte machista, antes que lancem um #MirongaNÃO. Vou arriscar. Até porque nem sei como terminar a coluna. Parecia uma boa ideia pra cinco parágrafos, mas… Vai com quatro mesmo, Sônia!

*Esse eu não vou desenhar. Procura no Youtube.

2 comentários em: “O festival de bobagens em torno do Prêmio da FIFA

Deixe sua opinião e colabore na discussão