Bolinhas na mesa, sangue e suor em campo: o que os brasileiros devem esperar da fase de grupos da Libertadores

Créditos da imagem: Reprodução / TV

O maior torneio de América do Sul já pode começar. Com todo o chaveamento feito, já é possível prever os percalços da pré e da primeira fase brasileiras na competição.

A iniciar por Vasco e Chapecoense, classificados para a pré-Libertadores. Se passar por 14 jogos já parece um caminho árduo para levantar a tão sonhada taça, imagine passar por mais quatro. É o que Vasco e Chapecoense precisam conseguir para sequer se igualar aos demais concorrentes pelo título. Com a opção da Conmebol em aumentar o número de vagas no torneio, as fases preliminares se alongaram e o torneio ganha emoção desde cedo para pelo menos dois importantes clubes brasileiros.

Enquanto era sorteado os confrontos em Assunção, sede da entidade sul-americana, a Universidad de Concepción disputava a decisão da vaga com o Unión Española, ambos do Chile. Com apenas 25 anos de idade, o novato clube universitário se gabaritou para enfrentar o campeão de 1998. Se passar, Vasco terá pela frente o vencedor de Jorge Wilstermann x Oriente Petrolero. Vale destacar que o Wilstermann eliminou o Galo e venceu o Palmeiras na fase de grupos da Libertadores de 2017.

Mas se o torcedor cruzmaltino acha que é dureza o bastante, caso o clube saia vivo destes quatros jogos, entrará um grupo fortíssimo com Cruzeiro, atual campeão da Copa do Brasil; Universidad del Chile, terceira colocada no último Campeonato Chileno; e o tradicionalíssimo Racing, poderosíssimo dentro de casa e com futebol estilo argentino, bem catimbento.

Já a Chape, por sua vez, precisará ser guerreira novamente para acessar a fase de grupos da Libertadores. Logo de cara pega o tricampeão Nacional, do Uruguai, velho conhecido de toda a América do Sul. Jogo duríssimo que decidirá o adversário do vencedor de Banfield (Arg) e Independiente Del Valle, do Equador, vice-campeão em 2016. Mesmo que passe por estes quatro jogos, a Chape ainda terá na fase de grupos os poderosos Santos, campeão em 2011; Estudiantes, campeão em 2009; e o Real Garcilaso, vice-campeão peruano. É só pedreira.

Na fase de grupos, o atual campeão teve o chaveamento que lhe é merecido pelo título levantado há um mês. Apesar de enfrentar dois campeões nacionais –o Cerro Porteño venceu o Clausura paraguaio, e o Monagas levantou pela primeira vez o título venezuelano e é considerado o melhor time do país-, nenhuma equipe deve fazer frente ao Imortal, atual vice-campeão mundial. Além deles, o Defensor Sporting, do Uruguai, não costuma complicar para brasileiros, além de ser vizinho, o que facilita na logística de viagem. Um bônus ao campeão!

Sorte que não foi a mesma companheira de outros brasileiros neste sorteio, a começar pelo Flamengo, que pegará logo de cara o tradicionalíssimo River Plate, campeão em 2015, além do conhecido Emelec, que retirou o clube carioca logo na fase de grupos em 2012. A última vaga pode vir entre cinco times, mas o destaque fica com a possibilidade de ser o Independiente Santa Fé, da Colômbia, conhecido dos brasileiros, campeão da Sul-Americana de 2015 e que aprendeu a fazer uma gracinha nos torneios continentais. O Mengão terá de suar para não morrer pela quarta vez no século logo na primeira fase.

Já no Grupo 6, o Cruzeiro não terá tanta moleza, como visto anteriormente. Possível adversário do Vasco, caso o clube passe, a equipe mineira entra como favorita no grupo, mas não terá facilidades para passar de fase. Mesma situação passa o Santos, também já citado anteriormente, possível adversário da Chape.

Por fim, os rivais paulistas. Cabeça-de-chave no grupo 7, o Corinthians tem um grupo na medida ideal para quem quer chegar ao mata-mata sem tanto esforço, mas calejado, pois, apesar de contar com um adversário difícil, o Independiente, atual campeão da Sul-Americana, enfrenta também o Millonarios, conhecido de 2013, quando o clube brasileiro venceu as duas partidas na fase de grupos, e o desconhecido Deportivo Lara, uma incógnita, mas que não deve dificultar a vida dos corintianos, principalmente em Itaquera. Depois do Grêmio, é sem dúvida o clube que mais deu sorte no sorteio.

Já o Palmeiras, obcecado pela conquista da Libertadores, repetirá a final de 2000, contra o sempre temível Boca Juniors, num par de jogos que promete nervos de aço para a torcida alviverde e que, provavelmente, definirá o líder da chave. Mas o milionário clube paulista deve se precaver, já que, apesar de menos tradicionais, tanto Alianza Lima, atual campeão peruano, quanto o quarto time a chegar, que pode, entre outros, Olimpia do Paraguai ou Junior Barranquila da Colômbia, entrarão para beliscar alguns pontinhos neste grupo.

Uma primeira-fase com sangue, suor e tudo o que a Libertadores costuma nos proporcionar.

Que comecem os jogos!

5 comentários em: “Bolinhas na mesa, sangue e suor em campo: o que os brasileiros devem esperar da fase de grupos da Libertadores

  1. Eu adorei essa fase de grupos! Vantagens do inchaço que a Champions já vive há bem mais tempo, e sempre adoramos…

    Ver, logo de cara, confrontos como Boca x Palmeiras, River x Flamengo e Corinthians x Independiente torna a competição muito interessante mesmo! E cada vez mais tem bons estádios e times jogando bem, com futebol moderno e de passe, como mostrou o Independiente contra o Flamengo.

    Enfim, sou um eterno otimista! 😀

  2. Muito boa a análise. Eu acrescentaria aí o imponderável da janela de transferências. Corinthians e Grêmio podem ser as maiores vítimas do mercado internacional. Será que conseguem repor perdas e manter o padrão de 2017?

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