Muricy e Casares no mundo da imaginação – te cuida, Willy Wonka!

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Que o SPFC virou CRBJL por conta dos velhos ricos (incluindo os jovens velhos ricos) do Conselho, não é novidade. Mas tem a outra parte da relação tapeador-tapeado. A torcida são-paulina foi – e continua sendo – a nação mais trouxa do mundo. Endossou todas as lorotas dos jurássicos e chapas-brancas. Qualquer besteira colou. Rivaldo com trocentos anos, soberano, “plano de marketing” pra pagar Daniel Alves“plano de marketing” pra pagar Daniel Alves, etc… Hoje todo mundo detona o Pablo, mas quem reclamasse em 2019 recebia um “deixa de ser corneta!” como resposta. E lá vem mais uma na cabeça dos tricotontos: a “conversa vazada” da mula Muricy com seus botões. Já estão caindo. Rola até lágrimas de (bobo) alegria.

Psicólogos infantis dizem ser comum ter “amigo imaginário”. Então Muricy deve ter síndrome de Peter Pan. Primeiro chorou no Paulistão da petizada. Agora resolveu criar um confidente invisível. Tem até nome: Vladimir. Pobre Vlad. Teve que ouvir toda aquela ladainha de “trabalho pra c…”. Pior: sem autocensura no “car…”. De quebra, leva fama de vazar o desabafo. A mula inventou o traíra imaginário! Nem Freud contava com essa. Pouco depois, Muricy já se explicava com os amigos reais Tirone e Arnaldo. Disse que estava tudo certo, que tiveram uma ótima conversa com a diretoria e ficou tudo bem. Difícil saber o que foi mais fictício nessas reinações de Muricyzinho. Na noite anterior, em BH, Rogério disse que teriam que se reunir. Não consta que algum deles tenha ido ao CT (ou ao Morumbi) pela manhã. Foi reunião virtual? Tem iBagens? Vlad tava junto??????

O importante é que, pra surpresa de ninguém, os torcedores embarcaram na nave da fantasia. Rumo ao infinito pra provar que otário não tem limites. Muricy virou o herói por peitar os dirigentes atrás de reforços de qualidade. E Orejuela, Éder Canelone, Benítez DM, Willian DM…? Todos vieram com ele já no clube. Estava fazendo o quê? Oficialmente, ninguém sabe. Mas podia ter soltado um “sério que vão trazer isso?”. Vai ver, estava jogando paciência naquele computador velho. Ou dominó com o Vladimir. A outra esperança de mentirinha está no investidor. Fontes confiabilíssimas (até comprei a praça da Sé de uma delas) já vinham falando em investimento árabe – seria o Jaber no lugar do Habib’s? Agora o Globo.com menciona um investidor misterioso com quem Casares conversará. Pelo visto a moda dos interlocutores invisíveis pegou. Não é, Pancho???

Enquanto os botafoguenses do Jardim Leonor sonham com as maravilhosas novidades da Grande Abóbora, presidente e geriatria abastada se preparam pro golpe 2.0. Não será tão fácil desta vez, porque precisarão que a assembleia de sócios aprove. Mas não se preocupem, corintianos, palmeirenses e demais rivais – a esta altura, também imaginários. Com certeza Casares e seus juristas contam com uma saída. Aposto numa assembleia marcada pra 31 de dezembro. Ou pra véspera de Carnaval. Vai ter alguma chiadeira? Até vai, mas a maioria ainda estará pensando em quem colocará grana no clube. Não faltam bilionários pra isso. Minhas fontes especulam três em especial: John Hammond (especialista em lidar com dinos), Christian Grey (sacanagem é com ele mesmo) e Bruce Wayne (de preferência o do Nolan). Qualquer coisa, Tio Patinhas está na espera.

Com ou sem piadinhas, o doping de empolgação já fez efeito. O ex-São Paulo precisa trocar sua gestão, só que também precisa trocar a torcida. Sai o incentivador compulsório, volta o chato corneteiro – o modinha da época. Não é o ideal, mas chega de imaginar. Entre chamar Kaká de “mocinha” e aplaudir Benítez “craque do Paulistão”, a primeira besteira sempre terá mais cara de time grande. Pelo menos a velharia malandra pensaria três vezes antes de empurrar a lorota seguinte. Se precisarem de um golpista sofisticado, danou-se. O máximo que imaginaram foi um Jack – que só sabia quatro palavras em inglês (“Hi, I need money”). Como a mula, vão ter que trabalhar “fuck… hard”.

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